—Camila Costa. (via camilacosta)
Preciso de algo bom. Mudanças ocorrem, diariamente, mas o que mudou em mim? Já não me sinto mais a mesma. Os sentimentos alteraram-se assim como as companhias. A presença não é mais ter alguém e sim, ter a certeza de que outrem gostaria de estar contigo. Já não me revelo. Não sei o que sinto. Como definir os parâmetros do que eu gosto? Estou confusa sobre o que sou. Já não percebo minha imagem no espelho. Divago horas seguidas sobre o meu futuro porém, envolta na rotina, apenas continuo a agir, fiz-me um esteriótipo. Me adequei a sociedade. Já não indago o que é certo ou errado. Qual a finalidade de tal estado? O que faz-me rir?
O valor do abraço, do amor, do carinho não se perdeu. As conotações mudam, não obstante, as virtudes são o que mantém a sociedade pungente. Minha moral perde-se em meio a ética. Procuro resgatá-la, mas já não a reconheço. Pouco entendo sobre o ser, sobre o que ser. Quais são meus heróis? Quais são meus ideais?
Retomo-me a mim mesma. Privo-me do que me destrói. Construo meu próprio mundo e nele desenho, pinto, bordo, permito-me colorir. Voo longe, saio do perto e distancio-me de tudo que me afeta. De tudo o que interfere no meu íntimo. Que muda meu bem-estar.
Renovo-me, então. Viçosa a mim mesmo, resgato-me. Já não sou outrem.
Quantas vezes permitimos nos deixar interferir pelo que nos cerca? Quantas vezes perdemos-nos? Agitados, afagados pelas desvirtudes, adaptamo-nos ao exterior e esquecemos do que nos preenche? É preciso de harmonia. Harmonia com os meios. Ambos: interno e externo. Só chegaremos a algum lugar se soubermos o nosso destino. Caminhos? existem muitos. Faz-se necessário escolher qual iremos tomar e usufruir de todas as experiências que iremos enfrentar. Divertindo-nos sempre, pelo simples fato de poder sorrir.
- Taís Beltrame dos Santos
—Igor Pires (via imaginaceu)
(Source: conotar, via camilacosta)
Não quero alguém pra vida toda. Quero uma companhia pra cada momento, e que esses se façam longos. Quero alguém pra rir e pra chorar. Pra tomar banho de chuva. Alguém que ouça as minhas músicas, mesmo não gostando tanto. Alguém pra ir ao cinema, às festas, ao parque ou até a esquina. Alguém que tenha defeitos, para que eu possa aprender com eles; mas da mesma forma, alguém que compreenda meus numerosos pontos negativos e ainda diga quão boba eu sou. Não, não falo de amor, falo de companheirismo, de amizade. De uma pessoa que se divirta com as coisas mais banais, ria das piadas mais sem graça e se bobeie com os motivos mais incomuns. Alguém que de altas gargalhadas não só comigo, mas de mim. Que tire as fotos mais estranhas, só para rir depois.Uma pessoa que se faça humana; se preocupe com os outros, com os animais, com o simples, a simplicidade. Que veja, no brilho do meu olhar, o que eu sinto, o que almejo. Alguém que se lambuze para comer, que goste de cozinhar ou ao menos tente.Alguém que esgote as possibilidades e recrie seus sonhos, que mude os meus. Alguém que se some a mim, a minha personalidade.Um qualquer, um outrem, que se faça único, marque meus dias e assim, minha história. Alguém vulnerável ao que se sente, à saudades. Alguém que sinta falta, que faça sentir. Alguém que lembre cada pequeno detalhe, que renove meus dias, abra meu sorriso, que saiba me fazer feliz.
—Dorothea Lange (via julie911)
—Clarice Lispector
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